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Terça-feira, 17 de Julho de 2007

A Sombra do Vento

Ler sempre foi algo que me deu muito prazer. Gosto de pegar num livro, começar a ler e não conseguir por de parte, porque a curiosidade é maior do que alguma coisa que tenho para fazer. Mas este interesse tem de começar logo no inicio do livro, se assim não acontece e começa a ficar intocável durante mais de um dia é porque não me interessou. Felizmente, até agora, foram poucos os livros em que me aconteceu isso. Máximo dos máximos, em uma semana tenho de ter um livro todo lido. Isto quer seja um livro pequeno, um livro grande, um livro novo, ou até mesmo um livro já meu conhecido.

A verdade é que já não lia um livro a algum tempo. Se não me engano, já não pegava num livro desde que criei o blog. Não sei se terá alguma ligação lógica, mas desde que comecei a escrever, a transmitir coisas para aqui, não consegui ter vontade de pegar num livro e o ler....Também pode ter sido de andar ocupada com o estágio e chegar a casa cansada e com mais vontade de dormir do que propriamente ler.

Agora como estou de férias e com dois livros novos na minha mini biblioteca pessoal, decidi que tinha de recomeçar a ler. E assim foi. Como prenda pelo fim do estágio, os meus colegas ofereceram-me dois livros: "Corações em Silêncio" do Nicholas Sparks e "A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Zafon . Recomecei por este último, porque falaram-me tão bem dele, que fiquei curiosa...

"A Sombra do Vento" é um livro que pode ser classificado como um policial com uns pózinhos de romance pelo meio. Indiscutivelmente, os amores, desamores e sexo são os temas mais mencionados em livros, filmes, músicas nos dias de hoje, por isso mesmo é bom, de vez em quando, ler algo sem que o tema central seja isso, apenas que apareça pelo meio, assim por acaso.

O autor, Carlos Ruiz Záfon , desenvolveu uma história que retrata a procura  incessante de um rapaz, o Daniel,  pelo autor de um livro que leu quando apenas tinha 11 anos. O livro fascinou-o tanto que mal o terminou de ler, o principal objectivo da sua vida passou a ser encontrar ou descobrir algo que o pudesse conhecer mais um pouco daquele autor. Pouco a pouco, ano após ano, várias peças, pessoas e histórias esquecidas vão se juntando até se formar uma história de vida que supostamente devia ter sido esquecida, mas que a simples leitura de um livro esquecido por um menino fez vir ao de cima.

Esta história passa-se em Espanha, mais propriamente em Barcelona, durante os pós-guerra civil, altura em que as pessoas estavam magoadas e ainda receosas com o que tinha acontecido. É uma história cinzenta, que descreve acontecimentos e personagens da Catalunha, que, de uma forma ou de outra, estiveram implicados em actos físicos ou apenas psicológicos durante a Guerra Civil. História cinzenta, que, por vezes, é colorida por conversas cheias de esperança e humor e por duas bonitas histórias de amor.

Além da história em si, também gostei da forma de escrever do autor. Escreve de uma maneira perceptível, alternando bem os momentos que formam a história, às vezes emotivos, outros de suspense ou até mesmo com uma pitada de humor e ironia. Dei por mim a ler depressa, quando havia uma cena mais intensa, e a ler bem devagarinho, apreciando cada palavra, quando ele descrevia momentos passados, importantes para o deslindar da história, ou em momentos mais emotivos e que se querem be, saboreados.

Eram 3 horas da manhã quando acabei de ler. Valeu a pena!

(imagem retirada de http://www.carlosruizzafon.com/esp/imagenes/crz2.jpg)

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publicado por Marisa às 13:32
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