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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2007

Vidas...

Hoje acordei com a dificil tarefa de fazer chichi para dentro de um tubinho minúsculo (não gosto da palavra urinar, fazer chichi é mais familiar :P ). Depois de afinada a pontaria, feito o delicado serviço e lavadas às mãos, aprontei-me para ir retirar sangue para as análises habituais de rotina. Apesar de já ter 22 anos, de ser uma mulher como a minha Mãe diz, não gosto nada de tirar sangue e fico sempre muito inquieta antes de entrar para a salinha. Mesmo estando habituada desde pequena a levar injecções, ora porque ficava a soro no hospital depois de uma crise de falta de ar, ora para fazer análises, não consigo deixar de pensar que me vão enfiar um agulha no braço e que vai doer. O mais engraçado é que a dor é minima, e eu sei disso, mas penso sempre que vai doer muito e depois vou ficar todo o dia com o braço dorido. Como disse à enfemeira, o meu problema é estar traumatizada. Houve duas situações de injecções que me marcaram muito. A primeira, foi pouco depois de ter tido varicela, tinha eu 3 anos, o médico mandou-me ir a uma clinica para tirar sangue, sangue das pontas dos dedos!!!! Marcou-me tanto pela negativa, que apesar de só ter 3 anos, tenho memória disso. Ver aquelas pessoas de bata branca, em cima de mim e a expremerem-me os dedos foi muito martirizante. A segunda, foi quando tive de levar um conjunto de 5 (axo) injecções de penincilina numa parte muito dolorosa e desnudada: o rabo! A primeira injecção foi tão forte que na manhã seguinte nem andava. As outras que se seguiram também foram muito más, até houve uma que esperniei, logo eu, que sempre muito calminha e caladinha.

Se acordei pieguinhas e cheia de mimo, isto desapareceu-me mal entrei na clinica. Estava lá um menino, talvez com 6 ou 7 anos, sem cabelo e com uma cicatriz na cabeça...Cada pessoa tem os seus problemas, as suas dores e os seus caprichos e todos nós achamos que as nossos são sempre maiores, mais importantes, mais dolorosos, mais preocupantes que os das outras pessoas. Isto porque são os NOSSOS problemas, do NOSSO mundo e porque olhamos de mais para o nosso próprio umbigo! Com isto esquecemo-nos de que à nossa volta há problemas bem mais preocupantes e dolorosos que os nossos. Ao olhar para o menino pensei "Bolas...estou aqui eu toda pieguinhas porque vou ser picada para me retirarem um pouco de sangue, enquanto que ele está ali sem cabelo e, provavelmente, farto de ser picado e sabe-se mais lá o quê!". Não sei qual seria a doença dele, mas, concerteza, deve ter sido alguma coisa grave...Tão pequenino e já sabe o que é sofrer...Espero que ele se cure!

publicado por Marisa às 09:51
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3 comentários:
De Cláudia Oliveira a 16 de Janeiro de 2007 às 12:15
Eu cá tenho panico de hospitais
De ich a 16 de Janeiro de 2007 às 12:42
Epá com tanta injecção que já levei na minha vida nem sei como ainda não pareço um queijo suíço...
Realmente as que me foram mais dolorosas foram também aquelas que incidiram sobre o meu delicado cu, embora a pior de todas tenha sido uma que me foi administrada num pé, a fim de injectar um soro qualquer que substituía a penincilina (à qual sou alérgico).
Isso tudo porque um dia antes tinha dado entrada no hospital por ter trespassado um vidro com os braços nus (o resultado subsequente fica entregue à imaginação de quem estiver a ler isto) e precisava de receber penincilina, mas tive de me contentar com um substituto mais "pesado". Certa noite sou atingido por uma dor tão aguda no pé que não consigo evitar chamar as enfermeiras quase aos berros - depois de avaliarem a situação, informam-me com uma cara de quem diz "olha que azar!" que a veia do pé havia rebentado devido a uma sobredosagem ou a uma má colocação da agulha por onde entrava o soro...
Em suma, entrei num hospital para ser operado aos braços e remover pedaços de vidro dos mesmos e acabei por sair de lá com uma veia rebentada, como bónus! Ahhhhh bons velhos hospitais portugueses...
De Ricardo aka Ricky S a 16 de Janeiro de 2007 às 20:04
Eu e as agulhas também nunca tivemos uma relação assim muito boa, ainda bem que o nosso contacto é só mesmo aquele que é necessário e como tal sempre faço um esforço e no fim acaba por correr tudo bem. Para algumas pessoas elas fazem parte do seu mundo, umas por necessidade outras nem tanto, felizmente umas ajudam sejam em termos de prevenção ou tratamento, mas por sua vez outras não são nem uma coisa nem outra acabando por ser um atentado à própria saude de quem às utiliza, isto tudo para dizer que a saude é o bem mais precioso que nós podemos ter e cabe-nos a nós zelar por esta!

Take care of your body. It's the only place you have to live.

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