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Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007

Dever vs Querer

Nas férias de Verão entre o 9ºano e o 10º ano andava toda contente, entusiasmada e, principalmente, curiosa. Como seria andar numa escola secundária? Como seriam os novos colegas de turma? Como seria ter Filosofia?

Chegada à Escola Secundária, a curiosidade deu lugar às constatações. Andar na Escola Secundária era igual a andar na Escola Preparatória. A turma revelou ser muito fixe, com alguns colegas que se tornaram em amigos até então. Filosofia....pois...Filosofia...não era bem o que esperava, era muito mais dificil. Se o 10º ano foi dificil, o 11ºano foi um desastre. O Kant fez com que eu tivesse a minha única nega num período em 12 anos de escola...Obviamente que no 12º ano não escolhi Filosofia!!

É interessante discutir com os amigos, pais, e, até mesmo, com os professores certos temas tabú ou que fazem ter várias opiniões, mas transpôr isso para papel numa hora e para avaliação, confesso que não achei nada interessante. Mais tarde descobri que Filosofia não existe só na Escola Secundária, descobri que é uma disciplina da Escola da Vida.

São vários os momentos em que nos deparamos com certas situações em que nos leva a pensar, em que nos leva a filosofar. Não só nas perguntas da praxe "Quem sou eu?", "De onde vim?" e "Para onde vou?", mas também em situações relacioanados com a moral, ética, respondabilidade, saber estar, saber ser, dizer sim, dizer não, escolher o caminho da direita ou escolher o caminho da esquerda...

Dever vs Querer. Também é uma questão filosófica, a meu ver. Tenho até tentado descobrir no meu cérebro, na caixinha das memórias, se houve algum texto sobre este tema numa aula de Filosofia. Não me consigo lembrar. Adiante...

Dever vs Querer. Felizes são os momentos e as situações em que o Querer e o Dever coincidem, em que se conjugam num só. O pior é quando acontece o contrário, quando o Querer é o Sol e o Dever é a Lua, quando o Querer é Água e o Dever é Azeite. Não seria tão mais fácil se na nossa vida o que nos queremos fosse aquilo que devemos ter?? Seria...Evitaria muita tristeza, angústia, pensamentos em altas horas da madrugada...Mas, infelizmente, muitas vezes o que nós queremos não está certo, não deve ser assim. Como não existe uma concordância, temos que optar, temos que escolher entre o Querer e o Dever, temos que escolher entre o Coração e a Razão. Muitas vezes pensei que nestas situações o melhor é seguir o que o Coração diz, por ser verdadeiro, por não se deixar pressionar por várias coisas, mas não..., por vezes, o melhor é mesmo seguir o que nos diz a Razão, por mais que isso custe...

publicado por Marisa às 13:28
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2 comentários:
De ich a 10 de Janeiro de 2007 às 23:12
;) Ora nem mais! Sendo eu um partidário da escola racional, que dá primado à Razaõ, concordo plenamente com a última afirmação. Afinal de contas, o coração é apenas um órgão do sistema circulatório e não faz senão bombear sangue para todo o organismo. Por ele não passam quaisquer sinapses nervosas, carregadas de conhecimentos, ideias, juízos de valor... E se existem sentimentos, eles residem todos no cérebro, não no coração. Todos os animais vertebrados têm coração e cérebro. No entanto apenas os humanos possuem sentimentos... e apenas os humanos possuem o cérebro mais desenvolvido do reino animal - coincidência?
Pois é, só te digo que tive Filosofia durante os 3 anos de ensino secundário e consegui a minha melhor nota na cadeira precisamente no 12º ano! De tal forma que quando tive que repetir exames nacionais, foi precisamente o exame de Filosofia que preferi repetir, em vez de Português ou História... ;)
De Ricardo aka Ricky S a 11 de Janeiro de 2007 às 01:49
Oláaaa...Ora bem, então hoje temos filosofia?Um tema um bocado complexo e sobretudo abstracto mas que na realidade do dia à dia não é tanto quanto isso. O meu contacto com esta ciençia começou naturalmente com o 10º ano, e para vos ser sincero nos dois primeiros periodos as coisas não correram nada bem, e eu quando digo isto não me refiro às notas, nem pouco mais ou menos, que até eram bastante boas diga-se de passagem, eu digo-o tendo em conra o que aconteceu no 3º periodo, altura na qual o verdadeiro contacto com a disciplina aconteceu. Não sei se terá sido por o então professor ter um projecto entre mãos o que o levaria a ter de deixar de dar aulas e dedicar-se a esse projecto a tempo inteiro, mas isso fez com que a abordagem à disciplina fosse feita de maneira bastante superficial, claro que obviamente a turma aforou a maneira como as aulas corriam pois o prof era mesmo um bacano e as aulas eram um espectáculo. O problema foi quando o prof teve que ir embora e foi substituido por um novo, professor Nélio, nunca me esqueço...ai é que foram elas...bem no meu caso lembro-me perfeitamente que o primeiro teste que fiz apanhei um 8, sim senhor nem mais...e então lembro-me quando o prof estava a entregar-me o teste olhou para mim e disse, "Sim senhor, Sr. Ricardo, você vem de um 15 e agora passa para 8?"...eu nem disse nada..lol, bem ele estava mesmo fulo se bem me lembro só houve uma positiva e não passou de 10, por isso essa foi uma aula mesmo de sermão..lol. Apartir daí as coisas começaram a fazer sentido e tudo nunca mais foi o mesmo, pois agora estavamos a entrar na verdadeira essençia filosofica e da busca incessante daquilo que é o amor e a sabedoria numa perfeita harmonia!E foi assim que tudo começou, esse ano que acabou por se resumir nesse periodo independentemente de tudo achei-o bastante bom e desde então o percurso com a filosofia foi sempre bastante agradável em todos os sentidos. Curiosamente esse mesmo professor também lecionou Psicologia no 12º, cadeira que eu também adorei e na qual aprendi muito. Quanto às questões do dia, que tu muito bem falas, são muito pertinentes e é muito natural que surgem pois nós como seres humanos dotados de curiosidade queremos sempre à satisfazer, embora essa mesma curiosidade é a mesma que fez de nós o que somos na nossa plenitude mas que também ajudou a formar a sombra, ou o nosso lado negro, mas isso já é outra historia...(quem sabe para outro post:)). Eu acho que as coisas são porque são, nada é deixado ao acaso, e é simples de o perceber, pois se as coisas realmente fossem como nós queremos muitas coisas deixariam de fazer sentido, não teriamos objectivos, pois tudo o que podessemos querer já era um dado adquirido e depois não teriamos de lutar por nada, isto tudo para dizer que tudo se assenta num equilíbrio e é essa harmonia entre as partes que faz aquilo que é a nossa vida, mas isto claro que é a minha humilde opinião e vale o que vale..lol ...ohhh, e o melhor mesmo é eu deixar-me de filosofias e ir dormir...já é tão tarde, eu nunca aprendo..lol

Fiquem bem!!!

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