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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Gata preta, gato branco

Preto e branco são cores de gato habitualmente pouco apelativas...pelo menos para mim...mas como a escolha não é muita parece que depois de uma gata preta vou ter uma gato branco!!

Não sou uma rapariga perdidamente apaixonada por animais, que adora estar sempre a fazer festinhas e se prontifica sempre para levar o comer a eles. Nada disso! Sou normal acho eu! Quando passo por eles no quintal meto-me com eles e se me apetece dou uma festinha e uns miminhos, mas nada de muito extravagente. Acho que este meu desprendimento tem um pouco a ver com a minha alergia a animais. Desde pequena que oiço a minha Mãe a dizer para ter cuidado com os pêlos e para a seguir a dar festas lavar as mãos. Antes pensava que isso era uma mariquice da minha Mãe, até que um dia fui ver uns coelhinhos que tinham acabado de nascer, dei umas festas, esqueci de lavar as mãos e como sou tipo "bicho carpiteiro" com as mãos levei-as aos olhos e quando dei por mim tava a espirrar e com os olhos todos vermelhos...a mariquice da alergia é verdadeira!

Os meus gatos.

A história dos meus gatos tem sempre um começo engraçado, o mesmo não acontecendo com o fim que é sempre trágico.

O primeiro gato que tive chamei-o de Tareco (é tipo António, José, Manuel mas em gato...). Era todo malhado em todos escuros: cinzento escuro, preto... e apareceu no nosso quintal quando ainda era um gatinho. Começamos a ouvir uns barulhos e uns miados à noite no quintal e quando o meu Pai foi investigar deparou-se com um gato, pequeno mas um pouco atiçado. Não andávamos à procura de gato, mas começamos a dar-lhe de comer e ele foi ficando por lá. Tal como todos os gatos, era muito independente e, por vezes, estava duas semanas desaparecido. Quando voltava vinha magro, com peladas e com as orelhas todas roídas....gatas! Nos bons velhos tempos em que eu me punha à minha porta a falar com a Sheila, ele aparecia lá, roçava-se nas pernas e subia para cima do corrimão para me dar com a pata. Isto ainda durou muito tempo, até que numa manhã cinzenta e triste o cabrão do vizinho da rua de trás, a que carinhosamente eu e a minha Mãe apelidámos de MATA-GATOS, matou o meu gato a tiros de caçadeira. Eu e a minha Mãe assistimos a tudo pela janela do meu quarto. Ao principio não percerbemos o que era. Depois apercebemo-nos que era um gato e que, por acaso, era o nosso. Nós vimos o nosso gato a ser brutalmente morto! O que aconteceu foi que esse tal vizinho tinha dois terrenos, vedados, onde criava coelhos. Parece que, de vez em quando, coelhos apareciam mortos. Ele pensava que eram os gatos da vizinhança, então para parar com isso, o homem pôs ratoeiras e armadilhas para caças os intrusos. Os gatos da vizinhança iam desaparecendo, mas ninguém sabia como, até que nós vimos o meu gato a morrer assim...Do que podemos perceber o meu gato, numa das suas passeatas, ficou preso no arame farpado do muro de uns vizinhos da rua de trás. O cabrão viu o meu gato lá e em vez de o ajudar matou-o. Matar é um eufemismo porque ele deu-lhe montes de tiros....e nós, ainda ingénuas, a ver...Só depois é que os nossos olhos se abriram. A minha Mãe ficou doente. Foi para rua à espera de ver o homem a passar e deu-lhe um sermão. Ele não teve pena nenhuma e ainda gozou com a minha Mãe que ficou a chorar com pena e nervosa. Desde esse dia até hoje nunca mais lhe dirigi a palavra, nunca mais, e até tinha grande estima pelo homem, já que ele é pai de uma rapariga com quem brinquei e sempre que me passava por mim metia-se comigo. Como o sermão que a minha Mãe lhe deu não serviu de emenda, ela chibou-se aos vizinhos todos do bairro. Depois começou-se a perceber muitos desaparecimentos de gatos. Ainda tentaram fazer queixa dele à protecção dos animais...mas o omnipotende dinheiro faz muita coisa....E o mais engraçado é que quem afinal matava os coelhos eram ratazanas!!! Um dos terrenos onde ele criava os coelhos, estava cheio de carros velhos e ficava na rua de cima onde eu passava todos os dias para ir para a escola. Tantas vezes que lá passei e vi coelhos e ratazanas a comerem da mesma ração. Uma vez que ia ao dentista mais a minha Mãe contei 14 ratazanas....Ora bem...afinal quem comia os coelhinhos??

Morto o Tareco os meus pais queriam ter outro gato. Numa vivenda com quintal dá sempre jeito ter um gato para caçar lagartixas, ratinhos que vão aparecendo. A Bichaninha, a gata da minha vizinha, ficou prenha e aí ficou decidido que um gato era para nós. Quando nasceram, a minha Mãe e a minha vizinha foram ver os gatos, para ver qual deles não tinha rachinha...lá viram um que parecia diferente dos outros. Era preto, mas nós queriamos gatO. E era mesmo diferente....tanto escolheram, tanto olharam que afinal ficámos com uma gata!! Como já era grande e já nos tinhamos afeiçoado ficámos com ela. Se fosse gato era Kinder (siiiim como o Surpresa!!), mas era gata....E agora? Naquela altura, o meu primo Filipe era pequeno e ainda não falava correctamente: a Madrinha era Merdinha, o Padrinho era o Peidinho e o Kinder era Kinney. Como afinal o gato saiu gato ficou Kinney! Como o sexo feminino é um grande sexo, a minha gata saiu optima. Andava sempre dentro do perimetro do meu terreno, dormia à nossa porta e só sai para ir dormir para cima do telhado da garagem da Sheila. Para mostrar trabalho, como dizia a minha Mãe, de vez em quando deixáva-nos um passáro, um ratinho, uma lagartixa em cima do tapete da porta.O grande problema eram os gatos!! Gata gira como a minha tinha sempre montes de pretendentes. De noite apanhávamos grandes sustos com porrada entre gatos mesmo à nossa porta, eram miados, eram porradas contra a porta....Isto tudo durou até ao último dia de 2006: o último dia em que foi vista! Não sabemos o que aconteceu, se foi levada, morta, atropelada, nada, só sabemos que nunca mais a vimos....

Sem Kinney precisávamos de outro gato. Mas agora gatO!! A nossa fornecedora, a gata da minha vizinha, ficou novamente prenha e ficou logo decidido que um era para nós. Em vez de preta, agora vamos ter um gato totalmente branco!! A parte dificil é a escolha do nome...ainda não está nada decidido. Já se falou em Pirata ( o meu Pai), Soneca (a minha Mãe)....mas ainda não está decidido, porque a última palavra é minha!! :)

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publicado por Marisa às 10:54
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De Anónimo a 23 de Junho de 2007 às 02:36
White e nome muito feliz pra ela
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