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Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Hot Hot Hot

Depois de um começo de Verão muito pouco habitual ao que estamos habituados no últimos anos, parece que o calor finalmente se decidiu a dar um ar da sua graça. Ok...temperaturas de 30 e muitos e quarenta graus é um pouco excessivo, mas já tinha saudades de calor a sério! Eu sou muito friorenta e sofro imenso no Inverno com frio....por isso sabe-me bem o calor: de andar de chinelos, de vestir roupas fresquinhas e, principalmente, de estar dentro de água de molho!

Apesar do calor ter começado a sério no sábado, só hoje é que tomei realmente a sua percepção na minha casa bem quente, já que passei o fim-de-semana em zonas, junto ao litoral, habitualmente frescas, na Ericeira e em Peniche! São dois locais muito bonitos e com uma vista sobre o mar única em que me perco a olhar o horizonte, mas aqueles micro-climas não me agradam muito. Já não era a primeira vez que saía de Lisboa com sol e calor e chegava a Peniche com nevoeiro e nuvens compactas.

Com o calor chegaram também as suas nefastas consequências, os fogos florestais! Muitas foram as vezes em que ao assistir aos telejornais pensei que em outros anos por esta altura já muitos hectares tinham ardido e este ano nada....Com o calor começou tudo de novo. Hoje foi noticia um fogo no Algarve, perto de Lagos, que queimou uma casa e provocou uma acidente em cadeia com cinco carros.

Sei que o calor excessivo em áreas com ervas secas e densas e um possível contacto com alguns objectos pode aumentar a probabilidade de haver um fogo, mas não é preciso ser nenhum especialista para perceber que, nos últimos anos, 99% dos fogos florestais que existiram em Portugal não foi obra do imenso calor sentido, mas sim mão criminosa, interesses económicos por parte de pessoas que detêm certos negócios e que vivem da destruição provocada pelo fogo. É triste pensar que pessoas morrem, pessoas ficam na miséria, pessoas ficam sem casa, sem sustento, só porque certas pessoas têm interesses e necessitam de ganhar a vida e por isso não olham a meios para atingir os seus fins. É normal que as pessoas lutem pela vida, para ter um negócio que corra bem, mas não para isso destruindo um dos bens mais precioso, as árvores e o oxigénio que advêm delas, e a vida das pessoas.

Felizmente nunca passei por algo tão grave de ficar sem casa por causa de um fogo, mas quando oiço noticias dessas da televisão e vejo as pessoas aflitas a correr de um lado para o outro consigo imaginar um pouco a dor delas e o medo que sentem. Já passei por algo semelhante na minha casa, mas em nenor escala claro. Em tempos, algum engraçadinho com ideias malucas pegou fogo ao mato que no monte mesmo em frente da minha casa. Acontecia tudo lá no alto e para chegar cá em baixo à minha casa era preciso ultrapassar outras casas primeiro, um ribeiro e uma estrada, mas mesmo assim tive muito medo. Assisti toda a tremer, se não estou em erro, a 3 fogos da minha varanda. Eram enormes que cresciam sempre que o vento aumentava. Era um som de estalos e de crepitar arrepiante, que não tem nada de romântico se compararmos com aquele a que se está habituado nas casas. Foi o que mais me impressionou....aquele som!

É de louvar o trabalho dos bombeiros, que, muitos por amor à camisola, vão para a frente do fogo e tentam apagá-lo sem medo e muitas vezes pondo em risco as suas próprias vidas. É por estes homens que dão a vida e por aquelas pessoas que ficam sem nada, que acho que deviam ser punidos mais severamente as pessoas lunáticas, malucas, que fazem mal às florestas e indirectamente aa todos nós!

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publicado por Marisa às 01:02
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Sexta-feira, 27 de Julho de 2007

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Procura-se algo perdido: inspiração!

publicado por Marisa às 01:10
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Terça-feira, 17 de Julho de 2007

A Sombra do Vento

Ler sempre foi algo que me deu muito prazer. Gosto de pegar num livro, começar a ler e não conseguir por de parte, porque a curiosidade é maior do que alguma coisa que tenho para fazer. Mas este interesse tem de começar logo no inicio do livro, se assim não acontece e começa a ficar intocável durante mais de um dia é porque não me interessou. Felizmente, até agora, foram poucos os livros em que me aconteceu isso. Máximo dos máximos, em uma semana tenho de ter um livro todo lido. Isto quer seja um livro pequeno, um livro grande, um livro novo, ou até mesmo um livro já meu conhecido.

A verdade é que já não lia um livro a algum tempo. Se não me engano, já não pegava num livro desde que criei o blog. Não sei se terá alguma ligação lógica, mas desde que comecei a escrever, a transmitir coisas para aqui, não consegui ter vontade de pegar num livro e o ler....Também pode ter sido de andar ocupada com o estágio e chegar a casa cansada e com mais vontade de dormir do que propriamente ler.

Agora como estou de férias e com dois livros novos na minha mini biblioteca pessoal, decidi que tinha de recomeçar a ler. E assim foi. Como prenda pelo fim do estágio, os meus colegas ofereceram-me dois livros: "Corações em Silêncio" do Nicholas Sparks e "A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Zafon . Recomecei por este último, porque falaram-me tão bem dele, que fiquei curiosa...

"A Sombra do Vento" é um livro que pode ser classificado como um policial com uns pózinhos de romance pelo meio. Indiscutivelmente, os amores, desamores e sexo são os temas mais mencionados em livros, filmes, músicas nos dias de hoje, por isso mesmo é bom, de vez em quando, ler algo sem que o tema central seja isso, apenas que apareça pelo meio, assim por acaso.

O autor, Carlos Ruiz Záfon , desenvolveu uma história que retrata a procura  incessante de um rapaz, o Daniel,  pelo autor de um livro que leu quando apenas tinha 11 anos. O livro fascinou-o tanto que mal o terminou de ler, o principal objectivo da sua vida passou a ser encontrar ou descobrir algo que o pudesse conhecer mais um pouco daquele autor. Pouco a pouco, ano após ano, várias peças, pessoas e histórias esquecidas vão se juntando até se formar uma história de vida que supostamente devia ter sido esquecida, mas que a simples leitura de um livro esquecido por um menino fez vir ao de cima.

Esta história passa-se em Espanha, mais propriamente em Barcelona, durante os pós-guerra civil, altura em que as pessoas estavam magoadas e ainda receosas com o que tinha acontecido. É uma história cinzenta, que descreve acontecimentos e personagens da Catalunha, que, de uma forma ou de outra, estiveram implicados em actos físicos ou apenas psicológicos durante a Guerra Civil. História cinzenta, que, por vezes, é colorida por conversas cheias de esperança e humor e por duas bonitas histórias de amor.

Além da história em si, também gostei da forma de escrever do autor. Escreve de uma maneira perceptível, alternando bem os momentos que formam a história, às vezes emotivos, outros de suspense ou até mesmo com uma pitada de humor e ironia. Dei por mim a ler depressa, quando havia uma cena mais intensa, e a ler bem devagarinho, apreciando cada palavra, quando ele descrevia momentos passados, importantes para o deslindar da história, ou em momentos mais emotivos e que se querem be, saboreados.

Eram 3 horas da manhã quando acabei de ler. Valeu a pena!

(imagem retirada de http://www.carlosruizzafon.com/esp/imagenes/crz2.jpg)

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publicado por Marisa às 13:32
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